Juliana Cardoso: Prefeitura de SP sucateia de forma escancarada Centro de Atenção Psicossocial; parou até de fornecer refeições aos usuários
Tempo de leitura: 2 minPor Juliana Cardoso
Prefeitura precariza serviço de saúde mental
Por Juliana Cardoso*
Em relatório divulgado na sexta-feira, 17 de junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz apelo aos países por mais investimentos em programas de saúde mental.
O documento afirma que, por conta da pandemia da Covid-19, os casos de depressão e a ansiedade aumentaram 25% no primeiro ano do surgimento do novo coronavírus, enquanto apenas 2% dos orçamentos nacionais de saúde são destinados a essas enfermidades.
Não há dados específicos atualizados sobre a aplicação de verbas nessa área no País, mas no geral os recursos federais têm minguado. Em 2016, sob Dilma Rousseff, o governo federal financiava 27% do orçamento total da saúde na cidade de São Paulo. No ano passado, o índice repassado pelo governo Bolsonaro correspondeu a apenas 15%.
No Brasil, nos últimos cinco anos, a crise econômica com o elevado número de desempregados está levando muitos brasileiros a abandonar os convênios de saúde particulares e migrar para o SUS (Sistema Único de Saúde).
Segundo dados de 2019 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), antes da pandemia, 150 milhões de pessoas no País dependiam exclusivamente do SUS.
Some-se a isso outro fato que deve impulsionar essa migração e sobrecarregar ainda mais o SUS. O recente reajuste de 15,5% autorizado agora pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos de saúde, índice 25% superior a inflação do período.
Esse quadro preocupante e o aumento da demanda por atendimentos de saúde mental na rede pública não parecem sensibilizar os gestores da cidade de São Paulo.
A Prefeitura da capital paulista, além de não priorizar investimentos para ampliar os serviços de saúde mental, ainda dificulta o acesso dos usuários aos tratamentos adequados.
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Movimentos de saúde, servidores públicos, conselheiros gestores e usuários travam atualmente luta contra a precarização dos serviços e até o risco de fechamento em um importante equipamento na cidade.
É o caso da mobilização para salvar o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Perdizes, bairro da região centro-oeste da cidade.
O cenário do prédio é de abandono com quatro salas interditadas, consultórios improvisados e farmácia em condições precárias. Uma área de risco do imóvel chegou a ser interditada pela Defesa Civil.
“O quadro revela o estado de avançada deterioração do CAPS Perdizes e prejudica o atendimento diário da população que necessita dos seus serviços, assim como limitam os objetivos de atendimento acolhedor aos seus usuários e servidores”, afirma documento divulgado pelo movimento.
O descaso vai além das precárias condições físicas. Desde março a Prefeitura suspendeu o fornecimento de alimentos aos usuários, transferindo para os servidores a responsabilidade pela elaboração das refeições, preparadas hoje com produtos das doações. As refeições integram o projeto terapêutico da unidade.
A omissão da Secretaria Municipal de Saúde com o CAPS segue o clássico roteiro das gestões tucana e agora do MDB.
Primeiro, as instalações deixam de passar por manutenção periódicas, os serviços ao público são sucateados com quadro profissional esvaziado.
Depois, o capítulo final é a entrega dos serviços para alguma Organização Social da Saúde (OSS).
*Juliana Cardoso é vereadora (PT), vice-presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Paulo e integra a Comissão de Defesa dos Direitos da Criança
Juliana Cardoso
Deputada Federal (PT) eleita para o mandato 2023/2026.
Comentários
Zé Maria
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Destaque da Enquete do Datafolha desta semana:
Eleição Presidencial
Margem de Erro = 2%
1º Turno
REGIÃO SUDESTE
(42,6% do Eleitorado Brasileiro)
LULA = 43%
Bolsolão = 29%
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REGIÃO NORDESTE
(27% do Eleitorado Brasileiro)
LULA = 58%
Bolsolão = 19%
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BRASIL
LULA = 47%
Bolsolão = 28%
Ciro = 8%
Janones = 2%
Marçal = 1%
Vera Lúcia = 1%
Tebet = 1%
Soma dos Adversários de Lula = 41%
A 100 dias do Pleito de Outubro,
LULA venceria no Primeiro Turno
com 53% dos Votos Válidos.
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Zé Maria
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REJEIÇÃO A BOLSONARO
Média Geral = 55%
Os Grupos Sociais que MAIS REJEITAM BOLSONARO são:
Desempregados = 66%
Pretos = 63%
Nordestinos = 62%
Estudantes = 62%
Mulheres = 61%
Católicos = 61%
Jovens = 60%
Mais Pobres = 60%
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Paulo
Sucatear para terceirizar. Essa é a política na gestão da saúde pública há quase 30 anos, por obra de legislação aprovada no governo de FHC em 1996.
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