Robertson critica promiscuidade entre acusadores e julgadores e afirma, sobre papel de Moro: “Seria inacreditável na Europa”
Tempo de leitura: 2 minJurista britânico critica procedimentos de julgamento de Lula no TRF4
Representante do ex-presidente em ação na ONU Geoffrey Robertson questionou postura de promotor e desembargadores
Do Correio do Povo, sugerido por Wolney Castilho Alves
Representante do ex-presidente Lula em processo na Comissão de Direitos Humanos da ONU, o advogado britânico Geoffrey Robertson fez duras críticas aos procedimentos da justiça brasileira, já na primeira instância por Sérgio Moro, mas também do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), nesta quarta-feira em Porto Alegre.
Robertson criticou, por exemplo, o fato do promotor Mauricio Gotardo Gerum se sentar junto e ter conversas particulares com os desembargadores. Além disso, apontou para as decisões por escrito dos magistrados estarem prontas antes deles ouvirem os argumentos de defesa e acusação no julgamento.
“Uma corte de apelação é uma situação em que três juízes escutam os argumentos sobre o processo de um primeiro juíz estar certo ou não”, citou.
“Os juízes hoje falaram cinco horas lendo em um script. Eles tinham a decisão escrita antes de ouvir qualquer argumento”, ponderou. “Nunca escutaram, então isso não é uma sessão justa, não é uma consideração apropriada do caso”, relatou o jurista britânico.
Sobre o comportamento dos envolvidos nos ritos do julgamento, ele também fez observações.
“Estava lá na sala e vi, o promotor-chefe do caso sentado ao lado do relato. Fez seu almoço ao lado dos juízes e, depois, ainda teve conversas particulares com eles”, afirmou Robertson.
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“Isso é uma postura totalmente parcial, isso simplesmente não pode acontecer numa corte”, disparou o advogado.
Sobre o caso em que defende Lula na ONU, contra os procedimentos de Sérgio Moro na primeira instância, Robertson comentou que o sistema brasileiro não permite que o responsável pelo julgamento tenha imparcialidade.
“Aqui no Brasil vocês têm um juiz que investiga o caso, define grampos e ações de investigação, para depois também julgar a pessoa no tribunal”, avaliou.
“Isso é considerado inacreditável na Europa. Impossível”, garantiu. “Pois isso tira o direito mais importante de quem está se defendendo: ter um juiz imparcial no seu caso.”
“O juiz Moro atuou com pré-julgamento, pois ele foi o juiz de investigação de Lula”, argumentou Robertson.
“Ele demonizou Lula, contribuiu para filmes e livros que difamaram o ex-presidente e encorajou o público a apoiar sua decisão. Moro jamais poderia se comportar assim na Europa”, definiu.
“Depois, divulgou para a imprensa áudios capturados de forma irregular de Lula com a ex-presidente Dilma Rousseff. Pediu desculpas, mas imediatamente deveria ter sido retirado do caso.”
Robertson lembrou do seu trabalho como promotor em ação de direitos humanos contra o general Augusto Pinochet. E também citou sua participação em acusações contra o cartel de Medelín para embasar seus argumentos. “Tenho experiência com casos de corrupção e, aqui nesta sessão, não vi evidências de corrupção. Foi uma experiência triste sobre o sistema judiciário brasileiro.”
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Comentários
elde pereira
Manda esse soneca ir dormir lá na baixa da égua. vá se lascar homem,
leonardo-pe
de quem você está falando? se explique!
Julio Silveira
A Europa sabe que o Brasil sempre acolhei seu refugo, que fugiram para o Brasil e trouxeram junto toda sorte de preconceitos e mentalidade de atraso. Que está estagnada junto com aquele sonho de retorno, transmitido aos descendentes, desde o dia de suas chegadas. No Brasil vivem os recalcados, os desnaturados por opção, que nunca farão um Brasil melhor por que desde suas ancestralidades sempre cultivaram o seu pior.
Hudson
Elias Maluco fez escola no judiciário brasileiro…
Messias Franca de Macedo
Os desembargadores do TRfF4 criaram a jurisprudência (sic) do ‘in dubio pro Léo’ [Léo Pinheiro da OAS]
Por Beatriz Vargas Ramos – professora de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da UnB
26/01/2018
FONTE [LÍMPIDA!]: https://www.duploexpresso.com/?p=87033
lulipe
Esse idiota passou a sessão toda dormindo e ainda tem a cara de pau de criticar o Sistema Judiciário brasileiro. Go home sleepyhead!!!
Leila Tavares
Lulipe, este Sr a quem vc chama de idiota, recebeu hoje a maior honraria que o governo australiano oferece anualmente a um cidadão de seu país. E chancelada pela coroa britânica.
Portanto, Sir!
A propósito, durma vc, em paz!
leonardo-pe
que cara PATETICO. só sabe falar besteira esse lulipe. típico MIDIOTA DE SÃO PAULO. defende moro e a grande imprensa e diz que não.
lulipe
Agora é um Sir idiota!
leonardo-pe
lulipe é um Sir IDIOTA. e CINICO ASSUMIDO! BURRO QUE DOI!
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